Qual tipografia escolher para o seu design?

As fontes escolhidas para o design de peças gráficas, ao exemplo de um cartão de visitas, influencia imediatamente a percepção do público deixando uma – boa ou má – primeira impressão acerca do profissional ou da empresa que representa.

Seja em panfletos, outdoors, cartazes vistos nas ruas ou em estampas de camisetas que usamos e nas capas dos livros que lemos em casa, séculos após a invenção da imprensa nos encontramos cercados pela tipografia. Essa área estuda as diferentes fontes utilizadas na escrita, suas relações e impactos visuais.

Uma boa escolha de fontes aumenta o potencial de reconhecimento de uma marca, destacando a personalidade ou a imagem pública do empreendimento por meio de um aspecto visual único e expressivo. A clássica assinatura da Ray-Ban, por exemplo, cursiva e objetiva, dificilmente será esquecida. O mesmo vale para o itálico sugestivo de modernidade e agilidade aplicado ao logotipo da Gillette.

As fontes criadas para essas identidades visuais passou por uma série de escolhas em torno da sua reprodutibilidade, legibilidade e fidelidade à autoridade das marcas que representam, além de outros critérios, cada uma visando alcançar um impacto psicológico diferente no público. Mas quais são os principais tipos de fontes disponíveis e como se dá a relação entre essas variações visuais e as impressões causadas no público?

Sans-serif

Do francês, “sem serifa”. É uma fonte direta, sem elementos decorativos ou linhas a mais. Seu exemplo mais típico é o Arial. Esse tipo de fonte se destaca mais em tamanhos maiores, dada a sua facilidade de leitura imediata.

Fontes serifadas

Como a tradicional Times New Roman, fontes serifadas possuem detalhes como pequenos traços ou curvaturas se destacando das pontas de suas arestas. Especula-se que esses riscos eram criados acidentalmente durante o processo de gravação de textos em tábuas de pedra, e desse acidente nasceu a elegância discreta desse tipo de escrita. A variedade serifada de fontes é considerada mais sofisticada, além de ser tipicamente entendida como clássica e tradicional, dado seu uso em escrituras antigas e também no padrão das máquinas de escrever do século passado.

Fontes caligráficas

Ganharam mais popularidade no século XX, algumas imitam a escrita cursiva e todas possuem elementos da escrita manual. São divididas entre formais e casuais, variação perceptível ao comparar os logotipos, por exemplo, da Coca-Cola e da Cadillac. Evocam ideais de criatividade, inspiram liberdade e entregam muitas possibilidades de estilo, frequentemente utilizadas por empreendimentos do meio artístico.

Blackletter

Fonte utilizada atualmente para indicar antiguidade em logotipos ou cartazes, foi criada na idade média para otimizar o espaço horizontal das folhas de papel, material caro na época. Altamente decorada e elaborada, essa fonte deriva dos estilos de caligrafia utilizados para reproduzir textos longos à mão, prática anterior à invenção da prensa de tipos móveis, que eventualmente se desenvolveu para a imprensa.

 

 

Fontes:
smashingmagazine.com
kilimnik.com
tailorbrands.com
designculture.com.br
careerfoundry.com

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